Tentei esconder a minha raiva
De mim, por ti
Não sei por quem o fiz
Avançou meus braços
Como a cura para o bem
E eu não quis deixar
Em ti pensei ouvir a minha voz
Meu ar, tão só
Tentando ser feliz
Diz quais os teus planos
Quem vais tu matar no fim
Quando eu acordar
Depois de ver o que acabou
De que vai valer a minha voz
Será que o bem nos faz sofrer
Por nunca o vermos existir em nós
E é tão bom sentir de novo o teu calor
É tão maior que o mais profundo amor
E é isso que me assusta
Ver-te assim denunciar
Quem eu não quis ser
E a mesma luz que nos guiou
Que nos trouxe aqui
Devolve-nos ao escuro
Antes do meu corpo arder
Sem promessas de um futuro
Só eu e os meus planos
Sem nenhum sinal de ti
Para me salvar
Depois de ver o que acabou
De que vai valer a minha voz
Será que o bem nos faz sofrer
Por nunca o vermos existir em nós
O que vai valer
Porquê esconder a minha raiva
O que vai valer
Isso é fugir da minha sombra
Depois de ver o que acabou
De que vai valer a minha voz
Será que o bem existe em nós
© [2000] Manuel Cruz
Música: Clã / Lustro
quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O tempo que avança...
Parem tudo!
Não deixem avançar mais nada!
Parem o pensamento
e o movimento do tempo
Deixem ficar parado
Quero desfrutar cada hora, minuto e segundo
Os momentos são curtos
Por isso parem tudo
Congelem o tempo
Não deixem avançar mais nada
Quero desfrutar aqueles momentos
Em que estou parado
Como se de dias, meses ou anos se tratasse
Prendam o tempo
Ele teima em escapar
Por entre os dedos
Dedos de uma mão
Enquanto a outra te segura
Não te deixa passar
E faz o tempo abrandar
As palavras não fizeram sentido
Ficou o sentimento e a expressão
o olhar e o movimento
Por isso não deixem avançar mais nada
Parem o tempo
Perderam-se as palavras
Encontrou-se o tempo
Deixou-se o sentimento
Já nada faz sentido
Apenas lido com tudo o que o tempo fez avançar
Por teimar em não parar
Por isso congelem o tempo
Aquela noite ímpar
Não deixem avançar mais nada
© [2009] RR
Não deixem avançar mais nada!
Parem o pensamento
e o movimento do tempo
Deixem ficar parado
Quero desfrutar cada hora, minuto e segundo
Os momentos são curtos
Por isso parem tudo
Congelem o tempo
Não deixem avançar mais nada
Quero desfrutar aqueles momentos
Em que estou parado
Como se de dias, meses ou anos se tratasse
Prendam o tempo
Ele teima em escapar
Por entre os dedos
Dedos de uma mão
Enquanto a outra te segura
Não te deixa passar
E faz o tempo abrandar
As palavras não fizeram sentido
Ficou o sentimento e a expressão
o olhar e o movimento
Por isso não deixem avançar mais nada
Parem o tempo
Perderam-se as palavras
Encontrou-se o tempo
Deixou-se o sentimento
Já nada faz sentido
Apenas lido com tudo o que o tempo fez avançar
Por teimar em não parar
Por isso congelem o tempo
Aquela noite ímpar
Não deixem avançar mais nada
© [2009] RR
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Chamamento...
Chama-se cegueira
quando não se vê
Chama-se asneira
quando se vê o que se fez
Chama-se circunstancias
quando se resigna
Chama-se tolerância
quando se ensina
Chama-se sentimento
a tudo o que se sente
Chama-se esquecimento
a tudo o que está ausente
Para mostrar como se chama
dá-me a tua mão
Segue-me pelo jardim e clama
nunca me deixes sem chão
© [2009] RR
quando não se vê
Chama-se asneira
quando se vê o que se fez
Chama-se circunstancias
quando se resigna
Chama-se tolerância
quando se ensina
Chama-se sentimento
a tudo o que se sente
Chama-se esquecimento
a tudo o que está ausente
Para mostrar como se chama
dá-me a tua mão
Segue-me pelo jardim e clama
nunca me deixes sem chão
© [2009] RR
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Momento
Doce momento do dia
aquele que nos guia
Faz nascer o sorriso escondido
um doce assim, faz sentido
Doce momento por dia
tudo o que disse, sentia
Faz da alma um alento
um doce assim, acaba com o dia cinzento
Momento por perto
doce, por certo
Como as palavras que beijam
assim se vejam
As cores do dia
doce mania
do momento no dia
em que não me esqueço da alegria
que chega com a alvorada
envolta em saudade
mas que acaba no momento
onde, sem surpresa
se vê o doce que és.
Doce segredo
que um dia se solta
Doce sereno
que um dia volta
Feliz este momento.
Este momento é a tua vida.
© [2009] RR
aquele que nos guia
Faz nascer o sorriso escondido
um doce assim, faz sentido
Doce momento por dia
tudo o que disse, sentia
Faz da alma um alento
um doce assim, acaba com o dia cinzento
Momento por perto
doce, por certo
Como as palavras que beijam
assim se vejam
As cores do dia
doce mania
do momento no dia
em que não me esqueço da alegria
que chega com a alvorada
envolta em saudade
mas que acaba no momento
onde, sem surpresa
se vê o doce que és.
Doce segredo
que um dia se solta
Doce sereno
que um dia volta
Feliz este momento.
Este momento é a tua vida.
© [2009] RR
terça-feira, 5 de maio de 2009
Pensar sem fim...
Livre, intenso
Amor imenso
Toque de veludo
Momento surdo
Livre, doce
Pensamento torpe
Toque de cetim
Momento sem fim
(Nunca desistas de algo
que não consegues
passar um dia
sem pensar)
© [2009] RR
Amor imenso
Toque de veludo
Momento surdo
Livre, doce
Pensamento torpe
Toque de cetim
Momento sem fim
(Nunca desistas de algo
que não consegues
passar um dia
sem pensar)
© [2009] RR
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