Chama-se cegueira
quando não se vê
Chama-se asneira
quando se vê o que se fez
Chama-se circunstancias
quando se resigna
Chama-se tolerância
quando se ensina
Chama-se sentimento
a tudo o que se sente
Chama-se esquecimento
a tudo o que está ausente
Para mostrar como se chama
dá-me a tua mão
Segue-me pelo jardim e clama
nunca me deixes sem chão
© [2009] RR
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Momento
Doce momento do dia
aquele que nos guia
Faz nascer o sorriso escondido
um doce assim, faz sentido
Doce momento por dia
tudo o que disse, sentia
Faz da alma um alento
um doce assim, acaba com o dia cinzento
Momento por perto
doce, por certo
Como as palavras que beijam
assim se vejam
As cores do dia
doce mania
do momento no dia
em que não me esqueço da alegria
que chega com a alvorada
envolta em saudade
mas que acaba no momento
onde, sem surpresa
se vê o doce que és.
Doce segredo
que um dia se solta
Doce sereno
que um dia volta
Feliz este momento.
Este momento é a tua vida.
© [2009] RR
aquele que nos guia
Faz nascer o sorriso escondido
um doce assim, faz sentido
Doce momento por dia
tudo o que disse, sentia
Faz da alma um alento
um doce assim, acaba com o dia cinzento
Momento por perto
doce, por certo
Como as palavras que beijam
assim se vejam
As cores do dia
doce mania
do momento no dia
em que não me esqueço da alegria
que chega com a alvorada
envolta em saudade
mas que acaba no momento
onde, sem surpresa
se vê o doce que és.
Doce segredo
que um dia se solta
Doce sereno
que um dia volta
Feliz este momento.
Este momento é a tua vida.
© [2009] RR
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Trinta...
São trinta os dias que contei
Mais trinta pretendo contar
Sejam horas, dias, meses ou anos
nada é demais enquanto se pensa
Ainda agora lá chegamos
O lado escuro não há
Branco é o dia como as nuvens
lá no alto, bem em cima, no céu azul
Querer algo só não basta
contar mais dias, meses ou anos
nunca é demais, se pensar, continuar
e não mais acabar, nos trinta e muitos
sejam eles horas, dias, meses ou anos
São trinta as fotos que tirei na minha mente
Dessas trinta escolhi uma
a que me mostra aquela expressão
de miúdo traquina que não fez nada
mas que por onde passa deixa saudade
Nestes trinta dias, que podem ser meses ou anos
Nunca se deve esquecer a distância dos afectos
que são como as nuvens brancas
lá no alto, bem em cima, no céu azul
Que mesmo separadas no bom tempo
se juntam nas tempestades
provocam aguaceiros
separam-se de novo e continuam
lá no alto, bem em cima, no céu azul
onde mesmo assim se vêem
e juntas estão por mais de trinta séculos
tantos quantos a brisa deixar.
© [2008] RR
Mais trinta pretendo contar
Sejam horas, dias, meses ou anos
nada é demais enquanto se pensa
Ainda agora lá chegamos
O lado escuro não há
Branco é o dia como as nuvens
lá no alto, bem em cima, no céu azul
Querer algo só não basta
contar mais dias, meses ou anos
nunca é demais, se pensar, continuar
e não mais acabar, nos trinta e muitos
sejam eles horas, dias, meses ou anos
São trinta as fotos que tirei na minha mente
Dessas trinta escolhi uma
a que me mostra aquela expressão
de miúdo traquina que não fez nada
mas que por onde passa deixa saudade
Nestes trinta dias, que podem ser meses ou anos
Nunca se deve esquecer a distância dos afectos
que são como as nuvens brancas
lá no alto, bem em cima, no céu azul
Que mesmo separadas no bom tempo
se juntam nas tempestades
provocam aguaceiros
separam-se de novo e continuam
lá no alto, bem em cima, no céu azul
onde mesmo assim se vêem
e juntas estão por mais de trinta séculos
tantos quantos a brisa deixar.
© [2008] RR
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Assente, presente...
livre
sente
olhar distante
cai o dia
sente-se fria
vazia
gelado no corpo
outro
encontro
quente
fervente
cabeça assente
queria
vivia
espera e contesta
detesta
margens vazias
dizias
água
caída
no céu movida
vivida
sentida
querida
o rosto
exposto
como carne
no abismo
atirado
rondado
por abutres
desventrado
as formas
que tomas
não tornas a ver
mas vais querer
ter
viver
aparecer
na forma errada
desventrada
onde nada
é a resposta
dada, falada
revelada
cabeça assente
corpo ausente
crente
que sente
algo ousado
falado
suado
alado, ausente
corpo assente
cabeça ausente
© [2008] RR
sente
olhar distante
cai o dia
sente-se fria
vazia
gelado no corpo
outro
encontro
quente
fervente
cabeça assente
queria
vivia
espera e contesta
detesta
margens vazias
dizias
água
caída
no céu movida
vivida
sentida
querida
o rosto
exposto
como carne
no abismo
atirado
rondado
por abutres
desventrado
as formas
que tomas
não tornas a ver
mas vais querer
ter
viver
aparecer
na forma errada
desventrada
onde nada
é a resposta
dada, falada
revelada
cabeça assente
corpo ausente
crente
que sente
algo ousado
falado
suado
alado, ausente
corpo assente
cabeça ausente
© [2008] RR
domingo, 6 de julho de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Sede...
Não vás por esse caminho
Não queiras sair do trilho
Segue a tua sede até à fonte
Sacia a sede e volta pelo caminho
Cada vez que o atravessas, olha
Não faças desvios
Não queiras sair do trilho
Segue o caminho marcado no chão
Desvia-te, só um bocadinho
Segue a tua sede até à fonte
Perdido regressas ao trilho
Não sacias a sede
Não encontras o caminho
Não te percas, leva um amigo
Não queiras sair do trilho
Da-lhe a mão
Segue o caminho marcado no chão
© [2008] RR
Não queiras sair do trilho
Segue a tua sede até à fonte
Sacia a sede e volta pelo caminho
Cada vez que o atravessas, olha
Não faças desvios
Não queiras sair do trilho
Segue o caminho marcado no chão
Desvia-te, só um bocadinho
Segue a tua sede até à fonte
Perdido regressas ao trilho
Não sacias a sede
Não encontras o caminho
Não te percas, leva um amigo
Não queiras sair do trilho
Da-lhe a mão
Segue o caminho marcado no chão
© [2008] RR
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