domingo, 11 de maio de 2008

Sede...

Não vás por esse caminho
Não queiras sair do trilho
Segue a tua sede até à fonte
Sacia a sede e volta pelo caminho

Cada vez que o atravessas, olha
Não faças desvios
Não queiras sair do trilho
Segue o caminho marcado no chão

Desvia-te, só um bocadinho
Segue a tua sede até à fonte
Perdido regressas ao trilho
Não sacias a sede
Não encontras o caminho

Não te percas, leva um amigo
Não queiras sair do trilho
Da-lhe a mão
Segue o caminho marcado no chão

© [2008] RR

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Está tudo virado do avesso

Dei por mim no meio da multidão a sentir-me um perfeito estranho. Um perfeito desconhecido. Perfeitamente sozinho. Um outsider. Não me reconheci. Não reconheci ninguém.

Dei por mim a pensar. Queria acabar. Afastei-me. Reconheço alguém. Volto a sorrir mas não a deixar de sentir. Deito-me. Penso e Adormeço. Está tudo virado do avesso.

© [2008] RR

terça-feira, 29 de abril de 2008

Visão...

Não me apetece ver!
Mesmo de olhos abertos
Mas vou tentar ser
Mais concentrado no certo

Vou fechar os olhos!
Mesmo depois de os ter aberto
Mas tenho de ver onde ando
Mais concentrado no certo

© [2008] RR

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vai-vem...

Em cada um de nós ergue-se uma voz.
Cada vez que nos encontramos, não sabemos muito bem viver.
Há em cada um de nós uma independência forçada.
Viver, é também erguer a voz.
É também viver só.
É também ser só feliz.

© [2008] RR

quinta-feira, 27 de março de 2008

A Coisa...

Não sei o que tanto me faz pensar
A vida passou por este lugar e nada disse
Não sei como me faz andar
A vida passou por este lugar, viste?

© [2008] RR